Veja gabarito publicado pela CESPE
Tumulto provocou cancelamento das provas no Rio e em São Paulo.
Empresa diz que candidatos estavam em local errado, mas eles negam.
Neste domingo (9), milhares de candidatos inscritos no concurso da Caixa Econômica Federal não puderam realizar a prova do concurso. O problema estava no endereço do local da prova, que estava errado. Houve tumulto e o concurso foi cancelado em algumas unidades. A empresa contratada pela Caixa para organizar o exame culpa os candidatos, dizendo que eles foram para o local errado. Mas os candidatos apresentaram comprovantes mostrando que estavam no lugar certo. O mesmo problema foi registrado na capital paulista, em Osasco, na Grande São Paulo, e no Rio de Janeiro.
No prédio de uma universidade em São Paulo os candidatos estavam revoltados. Nas mãos, o comprovante de inscrição para o concurso.
o Rio de Janeiro, outros também não puderam entrar para fazer o exame. Por conta da confusão, a prova foi cancelada. Eles disputavam vagas para técnico bancário – um cargo administrativo da Caixa Econômica Federal que tem salário inicial de R$ 1.450.
Cerca de 250 mil candidatos do Rio de Janeiro e de São Paulo se inscreveram. Eles seriam aproveitados de acordo com a necessidade da Caixa.
A candidata Suzana Palanti seguiu tudo o que estava no edital do concurso, mas quando chegou ao local do exame na capital paulista descobriu que o seu nome não aparecia na lista.
“Ninguém sabe informar nada. Os coordenadores não tinham informação nenhuma. Mandaram ocupar algumas salas. Ninguém foi falar conosco. Começamos a fazer barulho, queremos uma providência, queremos que o problema seja resolvido”, pede Suzana.
O comprovante confirmava que ela estava no endereço certo. Apenas na capital paulista, cerca de 300 pessoas passaram pelo mesmo problema: pagaram a inscrição, mas não tinham como a fazer a prova. Mesmo quem já estava na sala pronto para o exame, desistiu.
“Decidimos sair das classes, em primeiro lugar, em solidariedade às pessoas que estão do lado de fora, que se inscreveram como nós e que o nome não consta em lugar nenhum. Segundo, porque não há clima mais psicológico para fazer a prova”, justifica o candidato Abmir Aljeus.
Um candidato gravou no celular uma das organizadoras tentando acalmar os participantes. No final da tarde, a organização do concurso decidiu suspender a prova no prédio todo. Candidatos que viajaram de outros estados ficaram decepcionados.
“Vou requerer o que eu gastei com passagem de Goiânia para São Paulo e o que eu vou gastar de volta”, avisa Gilberto Lima de Oliveira.
“Eu vim de Brasília para São Paulo para fazer a prova e cancelam desta maneira, sem nenhuma informação”, reclama Hugo José Souza.
A Cespe, empresa contratada para aplicar o exame, divulgou nota afirmando que mantém a versão de que o tumulto todo foi provocado pelos candidatos e que, segundo ela, erraram o local da prova. A empresa, que é ligada à Universidade de Brasília, informou ainda que está analisando a extensão do problema para decidir o que fazer.
A empresa responsável pela prova disse que analisará o caso para saber se há necessidade de reaplicar o exame. O problema é que a maioria dos candidatos realizou a prova normalmente no domingo e eles também teriam que participar do exame, caso seja feita uma nova aplicação da prova.
Assista a reportagem:
Fonte: Portal G1
Data da postagem:
10 de maio de 2010
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Mauro »
10 de maio de 2010 às 21:10 pm
Consegui fazer a prova normalmente,mas meu genro que efetuou o pagamento da inscrição junto comigo e guardou os recibos bancarios foi suspenso da lista e acusado de não ter efetuado pagamento,quem organizou o tumulto foi a propria organizadora do concurso ,sugiro que a Caixa procure uma outra organização para efetuar suas provas,,os concursados merecem respeito ,indiretamente pagamos os salarios dos organizadores,não somos vandalos nem gostamos de tumulto ,somos vitimas desses irresponsaveis.
LEOMY RAMOS »
10 de maio de 2010 às 12:33 pm
Creio que muitas pessoas nem tiveram vontade de procurar seu nome corretamenta nas lista, isto pude presensiar, na faculdade Unifeo em Osasco, tinham várias entradas e várias listas, várias pessoas olhavam e seu nome,e não encontravam na primeira lista e logo começavam a reclamar nem iam procurar nas outras e achavam que os funcionários tinham obrigaçoes de achar e só reclamavam querendo túlmutuar, teve duas pessoas ao meu lado reclamando e eu disse porque vocês não olham nas outras, eles disseram há mas tem que olhar em todas, tive a boa vontade de lhes acompanhar, e quando viram na segunda, lá estavam os seus nomes , inclusive ao lado da minha sala, outros quando pedi para olhar o comprovante com o local da prova, nem era na unifieo que iriam prestar e sim em outro local (Uniban)
Outras pessoas nem capacidade de ler o edital tiveram , muitas perguntavam se iria ter redação, levavam calculadora para usar, perguntavam se podia ter outra cor de caneta sem ser preta, só atrasava a começar a prova, vejo que muitas pessoas querem aproveitar a situação, para que seja cancelada a prova do concurso, acho um absurdo!
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Anônimo » 11 de maio de 2010 às 22:59 pm
Sou um candidato que esteve na Universidade Veiga de Almeida, no RJ, e gostaria de colaborar com o meu lado dos fatos.
Primeiro, embora a CESPE/UnB esteja errôneamente dizendo que houveram tumultos antes da realização das provas e que estes tumultos impediram a aplicação das mesmas, não foi isso o que aconteceu. Não houve tumulto algum antes de 15h40 da tarde. Alunos tinham impresso comprovantes dizendo que o local de suas provas seriam na UVA, mas chegando lá os fiscais não tinham o nome deles nas listas.
A própria coordenação adiou o começo das provas, quando eu entrei lá estava tudo calmo e não ouvi o menor som de desordem até bem depois das 15h30. Me dói o coração ver que eles estão colocando a culpa nos estudantes, que são as maiores vítimas de tudo isso. O tumulto não começou até haver quase 1h de atraso no começo da prova.