b) É o ditongo grafado UI que representa sempre, em palavras de origem latina, a união de um U a um I átono seguinte. Não divergem, portanto, formas como fluido de formas como gratuito. E isso não impede que nos derivados de formas daquele tipo as vogais grafadas U e I se separem: fluídico, fluidez (u-i);
c) Além dos ditongos orais propriamente ditos, os quais são todos decrescentes, admite-se, como é sabido, a existência de ditongos crescentes. Podem considerar-se no número deles as sequências vocálicas pós-tônicas, tais as que se representam graficamente por EA, EO, IA, IE, IO, OA, UA, UE, UO: áurea, áureo, calúnia, espécie, exímio, mágoa, tênue, tríduo.
3 – Os ditongos nasais, que na sua maioria tanto podem ser tônicos como átonos, pertencem graficamente a dois tipos fundamentais: ditongos representados por vogal com til e semivogal; ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal M. Eis a indicação de uns e outros:
a) Os ditongos representados por vogal com til e semivogal são quatro, considerando-se apenas a língua padrão contemporânea: ÃE (usado em vocábulos oxítonos e derivados), ÃI (usados em vocábulos anoxitónos e derivados), ÃO e ÕE. Exemplo: cães, Guimarães, mãe, mãezinha; cãibas, cãibeiro, cãibra, zãibo; mão, mãozinha, não, quão, sotãozinho, tão; Camões, orações, oraçõezinhas, põe, repões. Ao lado de tais ditongos pode, por exemplo, colocar-se o ditongo UI; mas este, embora se exemplifique numa forma popular como RUI = ruim, representa-se sem o til nas formas muito e mui, por obediência à tradição;
Fonte: Redação para Todos (Case Editorial)
Data da postagem:
29 de maio de 2009
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