Material de Estudos 2 Abril 2009

Distinções

A língua portuguesa muitas vezes não permite diferenciar o correto emprego dos grafemas consonânticos sem conhecer a história das palavras. São chamadas homofonias.

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 Material de Estudos 31 Março 2009

H quando no início e fim da palavra

Emprega-se o H inicial:

1 – Por força da etimologia. Exemplo: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor;

2 – Em virtude de adoção convencional. Exemplo: hã?, hem?, hum!

Suprimi-se o H inicial:

1 – Quando, apesar da etimologia, a sua supressão está inteiramente consagrada pelo uso. Exemplo: erva, em vez de herva; e, portanto, ervaçal, ervanário, ervoso (em contraste com herbáceo, herbanário, herboso, formas de origem erudita);

2 – Quando, por via de composição, passa à interior e o elemento em que figura se junta ao precedente. Exemplo: biebdomadário, desarmonia, desumano, exaurir, inábil, lobisomem, reabilitar, reaver.

Mantém-se o H inicial:

O H inicial mantém-se, no entanto, quando uma palavra composta pertence a um elemento que está ligado ao anterior por meio de hífen. Exemplo: anti-higiênico, contra-haste, pré-história, sobre-humano.

Mantém-se o H final:

O H final emprega-se em interjeições: ah! oh!

Fonte: Redação para Todos (Case Editorial)

Dígrafos finais

Os dígrafos finais de origem hebraica CH, PH e TH, podem conservar-se em forma onomásticas da tradição bíblica, como Baruch, Loth, Moloch, Ziph, ou então simplificar-se: Baruc, Lot, Moloc, Zif. Se qualquer um destes dígrafos, em formas do mesmo tipo, é invariavelmente mudo, elimina-se: José, Nazaré, em vez de Joseph, Nazareth; e se algum deles, por força do uso, permite adaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica: Judite, em vez de Judith.

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Nomes próprios estrangeiros

Em congruência com o tópico anterior, mantêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros, quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes: Comte (comtista), Garret (garretiano), Jefferson (jeffersônia), Müller (mülleriano), Shakespeare (shakesperiano). Os vocábulos autorizados registrarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de fúcsia/fúchsia e dericados, buganvília/buganvílea/bouganvíllea).

Recomenda-se que os topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Géneve por Genebra; Jutland por Jutlândia; Milano por Milão; München por Munique; Torino por Turim; Zürich por Zurique, etc.

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