Questões de Medicina

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Mulher de 52 anos procura atendimento devido à redução de seu campo visual nas últimas semanas. Nega trauma, febre ou deficits motores periféricos. Refere apenas que não consegue enxergar objetos localizados em sua lateral. Seus dados vitais e glicemia capilar eram normais.

O médico que a atendeu realizou mapeamento de seu campo visual e obteve o seguinte desenho:

As áreas pintadas em preto representam regiões com perda do campo visual.

Qual a interpretação que deve ser feita baseada neste caso clínico?

  • A.

    Trata-se de uma Hemianopsia Homônima Direita. Dentre as possíveis causas, cita-se a lesão da via óptica esquerda.

  • B.

    Trata-se de uma Quadrantopsia Superior Direita. Dentre as possíveis causas, citam-se lesões bilaterais no córtex visual.

  • C.

    Trata-se de uma Hemianopsia Heterônima Bitemporal. Dentre as possíveis causas, cita-se a compressão do quiasma óptico.

  • D.

    Trata-se de uma Hemianopsia Homônima Esquerda. Dentre as possíveis causas, cita-se a lesão da via óptica direita.

  • E.

    Trata-se de uma Hemianopsia Homônima Binasal. Dentre as possíveis causas, citam-se lesões bilaterais no córtex visual.

Mulher de 33 anos, queixa de dor em baixo ventre há 3 dias. Descreve que antes da dor percebeu secreção vaginal de cor diferente do habitual e cheiro forte. Durante a anamnese paciente informa que há 2 meses iniciou relacionamento com novo parceiro, nega febre, disúria há um dia, data da ultima menstruação há 9 dias (05/02/12), faz uso de DIU. Antecedentes obstétricos: duas gestações e dois partos normais sem intercorrências. Nenhum aborto. No EF: bom estado geral, corada, afebril, eupneica, normotensa e normocárdica. Abdômen: RHA presentes, normotenso, sem sinais de visceromegalia, dor à palpação profunda das fossas ilíacas e hipogástrio, descompressão brusca negativa. Exame ginecológico: órgão genital externo normal, no especular – presença de moderada quantidade de secreção vaginal anormal; no toque vaginal – dor à mobilização bimanual do colo e dor na palpação topográfica do ovário direito, anexo não palpável.

Em relação a esse caso, assinale a alternativa que apresenta seu diagnóstico e conduta.

  • A.

    Doença inflamatória pélvica leve com provável salpingite aguda, sem sinais de irritação peritoneal. Retirada do DIU, sintomáticos e antibioticoterapia, tendo o cuidado de oferecer tratamento para o parceiro.

  • B.

    Provável quadro de gravidez ectópica (tubária direita). Solicitar ultrassonografia transvaginal para confirmação diagnóstica e internação para cirurgia de urgência.

  • C.

    O diagnóstico é de apendicite aguda. Solicitar ultrassonografia de abdômen total para confirmação diagnóstica, Rx de tórax, eletrólitos, função renal, ECG, coagulograma e internação para cirurgia de urgência.

  • D.

    DIP estágio III (moderada com abscesso). Tratamento hospitalar com hidratação, sedação e sintomáticos + antibioticoterapia endovenosa por, no mínimo, 48 horas.

  • E.

    O diagnóstico é rotura ou torção de cisto ovariano. Solicitar exames de pré-operatório e internação imediata para cirurgia de emergência.

A. C., 70 anos, chega ao hospital com quadro de distensão e dor abdominal intensa em cólica iniciada há 4 horas. Cardiopata, portador de fibrilação atrial, é frequentador habitual do pronto-socorro, sempre bemhumorado. Ele apresenta fáscies de dor, sudorese, mal consegue se comunicar e sofre com dor em todo o abdômen. Apresenta FC=115 bpm e PA=80/55 mmHg. Ao exame físico, apresenta abdômen distendido, dor abdominal difusa sem sinais de irritação peritoneal.

Para esse quadro clínico, o diagnóstico mais provável é:

  • A.

    Apendicite aguda.

  • B.

    Diverticulite aguda.

  • C.

    Tumor de cólon perfurado.

  • D.

    Úlcera gástrica perfurada.

  • E.

    Isquemia mesentérica.

É contraindicação para cirurgia redutora do volume pulmonar:

  • A.

    cifose/escoliose acentuadas.

  • B.

    doença predominantemente apical.

  • C.

    baixa capacidade inicial de tolerância ao exercício.

  • D.

    presença de hiperinsuflação pulmonar severa.

  • E.

    doença heterogênea.

Acerca dos antagonistas dos receptores da glicoproteína (GP) IIb/IIIa e de seu uso no tratamento da doença coronariana, assinale a opção correta.

  • A.

    Por suas propriedades farmacodinâmicas, o uso, via oral, de antagonistas dos receptores da GP IIb/IIIa das plaquetas, como, por exemplo, o sibrafiban, apresenta melhores resultados em comparação com as preparações para uso intravenoso.

  • B.

    O eptifibatide corresponde a um fragmento Fab de anticorpo monoclonal contra os receptores da GP IIb/IIIa das plaquetas, que age por inibição competitiva e irreversível.

  • C.

    O uso de abciximab em pacientes com síndrome coronariana aguda e tratados com angioplastia coronariana transluminal percutânea está associado à menor incidência de mortalidade (nos primeiros 30 dias) e de infarto do miocárdio.

  • D.

    Esses medicamentos antagonistas podem ser utilizados em substituição aos trombolíticos em pacientes com diagnóstico de infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IMSST).

  • E.

    O tirofiban é um antagonista peptídico e irreversível dos receptores da GP IIb/IIIa das plaquetas.

Assinale a alternativa que reúne CORRETAMENTE tumores que têm maior probabilidade de desenvolver síndrome de lise tumoral.

  • A.

    Leucemia linfoide aguda, doença de Hodgkin e meduloblastoma.

  • B.

    Linfoma não-Hodgkin, leucemia linfoide aguda e meduloblastoma.

  • C.

    Linfoma não-Hodgkin, leucemia linfoide aguda e osteossarcoma.

  • D.

    Leucemia linfoide aguda, linfoma não-Hodgkin e nefroblastoma.

  • E.

    Leucemia mieloide crônica, doença de Hodgkin e mielodisplasia.

Quanto à anestesia regional para procedimentos oftalmológicos (bloqueio peribulbar e retrobulbar), é CORRETO afirmar que:

  • A.

    a perfuração do globo ocular durante a realização do bloqueio não é possível por causa da proteção da episclera retro-ocular.

  • B.

    é comum a apresentação de paralisia das cordas vocais após a realização dos bloqueios.

  • C.

    como vai ser realizada anestesia regional, não há necessidade de disponibilidade de material de via aérea e reanimação na unidade onde se realiza o bloqueio.

  • D.

    a ocorrência de anestesia do tronco cerebral através da bainha do nervo ótico é uma possibilidade.

  • E.

    a manifestação mais comum do reflexo oculocardíaco após manipulação ocular é o aumento da frequência cardíaca.

Sobre a Hanseníase, assinale a alternativa CORRETA.

  • A.

    A presença de lesão neural está mais relacionada ao polo de menor resistência ao bacilo.

  • B.

    Na forma tuberculoide polar não há extensão do infiltrado inflamatório para a epiderme.

  • C.

    O teste de Mitsuda detecta resposta de hipersensibilidade do tipo IV ao bacilo, estando positivo nos pacientes com a forma tuberculoide.

  • D.

    A forma indeterminada é semelhante à forma dimorfa e caracteriza-se por instabilidade imunológica.

  • E.

    As formas reacionais são manifestações clínicas agudas, que acometem frequentemente os pacientes com a forma indeterminada da doença.

O Ministério da Saúde, na Portaria GM/MS n.º 104/2011, relaciona as doenças, os agravos e os eventos em saúde pública de notificação compulsória em todo o território nacional e estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e atribuições aos profissionais e serviços de saúde. Tendo como referência essa portaria, julgue os itens seguintes. Nesse sentido, considere que a sigla SINAN, sempre que utilizada, refere-se ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

Veda-se a elaboração de listas estaduais ou municipais de notificação compulsória, no âmbito de sua competência e de acordo com o perfil epidemiológico local.

  • C. Certo
  • E. Errado

Com relação ao tratamento da orbitopatia de Graves, assinale a alternativa correta.

  • A. O rituximabe, um anticorpo monoclonal anti-CD20, tem efetividade bem estabelecida no tratamento de casos moderados a graves de orbitopatia.
  • B. O resultado da cirurgia descompressiva orbitária é, em gera, superior nos pacientes tratados previamente com glicocorticoide.
  • C. A suplementação de selênio é efetiva em reduzir as alterações inflamatórias oculares de pacientes com orbitopatia grave
  • D. A radioterapia orbitária externa é indicada para pacientes que não apresentam melhora da proptose com medidas locais e tratamento com glicocorticoide.
  • E. Em comparação com o uso de glicocorticoide em doses elevadas por via oral, a utilização de glicocorticoide intravenoso (pulsoterapia com metilprednisolona) constitui tratamento mais efetivo de casos graves de orbitopatia, embora esteja associada a maior frequência de eventos adversos.
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