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Leia com atenção a notícia abaixo.
A notícia acima seria um exemplo perfeito de qual passagem a seguir?
... a era moderna não coincide com o mundo moderno. Cientificamente, a era moderna começou no séc. XVII e terminou no limiar do séc. XX; politicamente, o mundo moderno em que vivemos surgiu com as primeiras explosões atômicas (Arendt, H. A condição humana, p. 14).
A guerra fria foi a divisão geopolítica, econômica e militar entre dois grandes blocos: o bloco capitalista, sob a direção dos Estados Unidos, e o bloco comunista, sob a direção da União Soviética e da China. Uma das principais razões para essa divisão foi militar, isto é, a invenção da bomba atômica, que punha fim às guerras convencionais (Chaui, M. Convite à Filosofia, p.555).
...sabemos também que, na Ciência, as consequências dos progressos de conhecimentos não são necessariamente progressivas. Esse, de resto, é um dos pontos há muito estabelecidos, uma vez que se diz: a Ciência progride como conhecimento, mas suas consequências podem ser atrozes, mortais (Morin, E. Ciência com consciência, p.101).
A técnica produzida pelas ciências transforma a sociedade, mas também, retroativamente, a sociedade tecnologizada transforma a própria ciência (Morin, E. Ciência com consciência, p.20).
"A era moderna trouxe consigo a glorificação teórica do trabalho, e resultou na transformação efetiva de toda a sociedade em uma sociedade operária" (Arendt, H. A condição humana, p.12).
No início do Discurso do Método, Descartes mostra uma certa reserva no que se refere à erudição enquanto fonte de conhecimentos científicos. Este posicionamento está intimamente ligado à concepção de que
só a originalidade dota uma obra de valor.
a razão e não a autoridade é fonte de conhecimentos científicos.
a teoria deve ser aprendida na prática.
a experiência sensorial é a principal fonte de conhecimentos científicos.
o conhecimento é por natureza descontínuo, não sendo passível de progresso.
A respeito da relação entre Mitologia Grega e Filosofia, considere as afirmações a seguir.
I. O Mito não se importa em cair em contradições ao explicar a origem do mundo por meio da fantasia, do fabuloso e do incompreensível.
II. A Filosofia não admite contradições, fabulações e coisas incompreensíveis e exige uma explicação coerente, lógica e racional.
III. O Mito fala em Urano, Ponto e Gaia; a Filosofia fala em céu, mar e terra.
IV. O Mito narra a origem por meio de genealogias e disputas entre os deuses, enquanto a Filosofia explica a origem das coisas por elementos e causas naturais e impessoais.
V. O Mito procura narrar como as coisas teriam sido num passado imemorial e longínquo enquanto a Filosofia se preocupa em explicar como e por que as coisas são como são em qualquer momento do tempo.
Está correto o que se afirma em
I, II, III, IV e V.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
V, apenas.
No que se refere ao pensamento filosófico ocidental como um todo, o séc. XX representou grandes mudanças no modo de se pensar o papel, a função e os limites da razão em relação ao modo como ela era considerada no século XIX. Foram importantes para essa mudança pensadores tais como Marx, Freud e Nietzsche, por exemplo, pois esses filósofos, de um modo geral, procuraram mostrar
que a razão é um todo ou uma totalidade da qual os humanos fazem parte e que a História, nesse sentido, é a totalidade dos momentos e etapas vividos.
como a razão, sendo justamente o que diferencia o homem do animal, é o que o torna um ser racional, livre, inteligente e independente.
que o homem não possui nenhum elemento que o diferencia dos animais, o que o permite defini-lo como um ser estritamente irracional.
a infinitude da razão, remetendo, nesse sentido, à tradição grega da natureza eterna e à tradição cristã do deus infinito.
como o homem se enganou ao longo dos séculos pensando ter um controle absoluto e estritamente racional sobre suas decisões.
Atenção: Leia o texto a seguir para responder às questões de números 56 e 57.
Hanna Arendt indica que a partir do séc. XVII houve um deslocamento no sentido dos termos universal, absoluto e relativo. Este deslocamento, segundo a autora, significa que
a ciência passa a investigar exclusivamente os fenômenos extraterrestres, já que aquilo que ocorre na Terra é apenas relativo.
a investigação do tempo e do espaço torna-se o principal tema da ciência, de modo que os outros temas se tornam acessórios.
o referencial último do pensamento deixa de ser a Terra, vista doravante como um corpo celeste dentre outros.
a filosofia, que até então almejava apenas a um conhecimento particular das coisas, passa a aspirar a um saber ilimitado do mundo.
a filosofia se une à teologia, de modo que o exame do Ser absoluto, isto é, Deus, passa a ser a sua preocupação central.
Atenção: Leia o texto a seguir para responder às questões de números 56 e 57.
Arendt caracterizou a época atual como um período no qual
a ciência estabelece-se como um conhecimento especulativo desinteressado, seguindo nisto o ideal de ciência aristotélico e afastando-se do ideal moderno de ciência como poder.
o homem liberta-se inteiramente de suas necessidades naturais graças ao desenvolvimento da tecnologia.
a ciência produz conhecimentos universais e absolutos, que, uma vez estabelecidos, não podiam mais ser refutados.
o homem, separado radicalmente da natureza, torna-se, por um lado, cada vez mais capaz de manipular a natureza conforme os seus interesses, e, por outro, cada vez mais incapaz de compreendê-la.
o homem torna-se incapaz de intervir no seu meio-ambiente por falta de conhecimento científico, o que explicaria a sua atual impotência diante das catástrofes naturais.
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 58 e 59.
Para Aristóteles, o discernimento (phronesis, palavra que também pode ser traduzida por prudência)
possui princípios necessários e universais, igualando-se nisto ao conhecimento científico.
não possui nenhuma relação com a verdade e com o saber em geral, ao contrário do conhecimento científico.
não possui nenhuma relação com o agir e com a sabedoria prática.
não admite nenhum parâmetro racional, na medida em que as ações aceitam variações.
estabelece-se como um saber que se diferencia, por um lado, do conhecimento demonstrativo e, por outro, da arte.
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de números 58 e 59.
A partir do texto acima, depreende-se que
os homens não são livres para determinar as suas ações.
o campo próprio da deliberação não é nem o necessário e nem o impossível, mas o possível.
a deliberação só pode ter como objeto aquilo que é estritamente necessário.
ninguém age em vista do que é bom ou ruim, uma vez que agir é uma finalidade em si.
aquele que delibera e age não é o verdadeiro autor de sua ação na medida em que ele não pode demonstrar os fatores que determinaram a sua escolha.
Em O príncipe, Nicolau Maquiavel dá um destaque especial à relação entre virtude (virtù) e fortuna. Segundo esta relação em especial, é correto afirmar que Maquiavel
exclui completamente de sua definição de virtude toda e qualquer relação com o vício, principalmente no que se refere à virtude do príncipe.
sustenta um conceito de virtude ainda cristão que designa uma bondade angelical alcançada pela libertação das tentações terrenas.
se refere à relação entre virtude e fortuna para mostrar como o poder se mantém apenas por meio da violência e da força bruta.
retoma a relação cristã entre virtude e fortuna para mostrar a impotência do homem diante do seu destino preestabelecido por Deus.
retoma a tradição antiga entre virtude e fortuna segundo a qual esta última era vista como uma deusa boa ou uma mulher que deveria ser conquistada pelo homem virtuoso.
Até agora se supôs que todo nosso conhecimento deveria regular-se pelos objetos; porém, todas as tentativas de estabelecer algo 'a priori' sobre ele, através de conceitos, por meio dos quais nosso conhecimento seria ampliado, fracassaram sob essa pressuposição. Por isso, tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da Metafísica, admitindo que os objetos devam regular-se pelo nosso conhecimento (...).
O texto acima
ilustra de modo exemplar a ruptura do cartesianismo com a filosofia escolástica.
resume o ideal de conhecimento professado pelos empiristas britânicos.
resume a chamada "revolução copernicana" de Kant que serviu de orientação para a crítica da razão.
apresenta o ideal platônico de conhecimento ao propor que a filosofia se volte para os objetos do mundo intelígivel.
apresenta a orientação fenomenológica proposta por Edmund Husserl.
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