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Julgue os itens subsecutivos, referentes às hepatites virais.
Crioglobulinemia, porfiria cutânea tarda e tireoidite autoimune são manifestações extra-hepáticas da infecção por vírus da hepatite C (VHC).
Como a complicação de inalação de corpo estranho tem, EXCETO:
pneumotórax;
bacteremia;
parada cardiorrespiratória;
morte;
N.R.A.
Com relação ao manejo do paciente vítima de trauma, julgue os próximos itens.
A entubação orotraqueal, procedimento arriscado em caso de lesão medular, não deve ser realizada para tratar pacientes com fraturas da coluna cervical, mesmo com a adoção das medidas de precaução necessárias, sendo, nessa situação, a entubação nasotraqueal o procedimento de escolha.
Considerando que um auxiliar de perícia médico-legal seja incumbido de lavar algumas bandejas de necropsia e que, para isso, ele tenha de utilizar uma mistura de água e detergente em pó, cujo preparo deverá estar de acordo com a indicação do fabricante no rótulo do produto, julgue os itens que se seguem.
Se, após a lavagem, o auxiliar tivesse de utilizar hipoclorito de sódio a 3% para desinfetar as bandejas, seriam necessários 3 L dessa substância para misturar com água e fazer 6 L da solução a 1%.
São apresentadas as características clínicas de três pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico:
I. Déficit motor e sensitivo com predomínio braquiofacial e afasia.
II. Déficit motor e sensitivo com predomínio crural e sinais de frontalização.
III. Náusea, vômito, tonturas e acometimento de pares cranianos baixos.
Artéria cerebral anterior, artéria vertebral e artéria cerebral média são provavelmente os territórios acometidos, respectivamente, nos pacientes
II, I e III.
I, II e III.
III, I e II.
II, III e I.
I, III e II.
Um paciente de 72 anos de idade, em consulta no ambulatório do STM, relatou apresentar quadro de febre recorrente, que perdura por doze meses. Havia 45 dias não apresentava quadro febril. No primeiro episódio de febre, ocorrido havia doze meses, em razão de infecção das vias aéreas superiores, o paciente foi medicado com ampicilina, que foi usada por cinco dias, o que resultou na melhora do quadro e no desaparecimento da febre. Dois meses após esse primeiro episódio, a febre reapareceu, acompanhada por letargia e perda de peso. Em face desse novo quadro, foi realizado exame rotineiro de urina (EAS), o qual referiu uma infecção, que foi tratada com cefalexina durante sete dias. Apesar de o tratamento ter trazido melhora, com a remissão do quadro febril, a letargia e a perda de peso persistiram. A ocorrência de uma gripe desencadeou um novo episódio febril, que foi tratado, com sucesso, com o uso de levofloxacin durante sete dias. Ao exame clínico, o paciente apresentou temperatura de 37.6 ºC, além de ter se apresentado com aparência cansada e aspecto emagrecido. O exame referiu resultados normais, exceto pela constatação de sopro sistólico audível na base direita.
Considerando o quadro clínico acima, julgue os itens subsequentes.
Nesse caso clínico, a solicitação de hemocultura é de pouca utilidade, pois o uso de diversos antibióticos pode tornar o resultado desse exame falso-negativo.
O pneumotórax é a presença de ar na cavidade pleural e pode ser classificado como primário e secundário. Qual das afirmativas abaixo não corresponde a realidade no diagnóstico e tratamento do pneumotórax?
A maioria dos casos tem sido atribuída à doença pulmonar obstrutiva crônica.
Nos pacientes portadores de AIDS, o pneumotórax primário é devido à pneumonia por Pneumocystis carinii.
Inúmeras causas cursam com pneumotórax, entre elas micoses pulmonares, fibrose intersticial pulmonar difusa, sarcoidose e fibrose cística.
O pneumotórax espontâneo primário, sem causa aparente de doença pulmonar, tem como mecanismo principal a ruptura de bleb subpleural.
Há fortes indícios da relação com o vício de fumar e a formação de blebs pulmonares, principalmente nos pacientes com carga elevada de tabaco.
Criança do sexo feminino apresenta massa irredutível na projeção da região inguinal-vulva. A hipótese diagnóstica menos provável é:
cisto de úraco.
cisto de Nück.
hérnia inguinal encarcerada.
ovário dentro da persistência proximal do conduto peritônio vaginal.
hérnia inguinal indireta encarcerada.
Considere que o quadro clínico anteriormente descrito tenha evoluído da seguinte forma.
A paciente apresentou dor de dente e, sem informar ao médico assistente ou ao dentista, foi submetida a tratamento endodôntico (tratamento de canal) emergencial há duas semanas. Há três dias, ela procurou atendimento médico em unidade de pronto-socorro, com relato de febre alta (39 ºC), calafrios, sudorese e importante piora da dispneia, que passou a ocorrer aos mínimos esforços e mesmo durante o repouso, ortopneia e episódios de dispneia paroxística noturna. Em seu exame físico, constatou-se: paciente em mau estado geral, febril (temperatura axilar de 39,1 ºC), dispneica (aceitando mal a posição de decúbito dorsal), consciente, orientada, acianótica. Frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 110 mmHg × 35 mmHg. No exame cardiovascular, acrescentaram-se aos achados preexistentes: ritmo cardíaco taquicárdico e quádruplo, e, além do sopro sistólico já descrito (que manteve as mesmas características semiológicas), passou-se a auscultar sopro diastólico, em decrescendo, aspirativo, mais bem audível ao longo da borda esternal esquerda. O exame do aparelho respiratório mostrou estertores inspiratórios audíveis no terço inferior de ambos hemitóraces, com sibilos esparsos. O abdome estava livre e sem visceromegalias. Nos exames mucocutâneo e de fundo de olho, constataram-se: lesões de Janeway, nódulos de Osler e manchas de Roth. Em razão desse quadro, a paciente foi internada sob a principal hipótese diagnóstica de endocardite infecciosa, tendo sido feitos os exames necessários para a confirmação dessa hipótese.
Com base nessa situação clínica evolutiva, julgue os itens de 111 a 120.
Os nódulos de Osler são nódulos violáceos, endurecidos, dolorosos, encontrados na polpa dos dedos das mãos e dos pés, e podem ser causados por vasculite ou embolização séptica.
A CAM (Concentração Alveolar Mínima) está alterada:
nas doenças hepáticas.
nos pacientes com déficit neurológico.
nos portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica.
no paciente renal crônico.
no paciente atleta.
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