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Mulher de 35 anos vai ao Ambulatório de Ginecologia do Instituto de Perinatologia Social, com queixa de dismenorreia secundária progressiva e dispareunia profunda há cerca de 01 ano. O exame físico demonstrou dor à mobilização do colo do útero.
Marque a alternativa que contém a MELHOR orientação para o ginecologista elaborar o diagnóstico de endometriose pélvica.
Os dados clínicos (sintomas e exame físico) apresentam sensibilidade e especificidade altas na endometriose e deve ser considerado como método suficiente para o diagnóstico.
A ultrassonografia transvaginal deve ser solicitada como exame inicial na investigação da endometriose pélvica, pois tem valor preditivo positivo elevado para cistos ovarianos e lesões peritoneais.
A dosagem sérica do CA-125 tem sensibilidade alta e especificidade baixa para a endometriose, independente do estádio da doença.
A laparoscopia diagnóstica, apesar do maior número de falsos-negativos nas lesões peritoneais profundas, ainda é caracterizado como padrão-ouro.
A ressonância nuclear magnética apresenta sensibilidade alta para lesões peritoneais menores e pode atualmente ser considerada como substituta da ultrassonografia e laparoscopia.
Julgue os itens a seguir, relativos à polineuropatia aguda idiopática imunomediada, também conhecida como síndrome de Guillain-Barré.
A constatação de capacidade vital forçada menor que 20 mL/kg, de pressão inspiratória máxima menor que 30 cmH2O e de pressão expiratória máxima menor que 40 cmH2O é indicativa de necessidade de intubação orotraqueal por iminente parada respiratória em pacientes com essa doença.
Uma mulher com trinta e um anos de idade, tabagista (carga tabágica de 8 anos-maço), compareceu a consulta médica com relato de dor e desconforto no quadrante inferior esquerdo havia trinta dias, associado a fezes pastosas e com muco. Negou náuseas, vômitos, febre e perda de peso. O exame físico não mostrou qualquer alteração. Foram solicitados exames de rotina diagnóstica. Na consulta de retorno, a paciente relatou esforço para evacuar e tenesmo. Pesquisa de sangue oculto nas fezes foi positiva. A paciente foi encaminhada ao gastroenterologista para investigação de doença inflamatória intestinal (DII) e foi iniciado tratamento com sulfassalazina.
Com relação ao quadro clínico acima descrito e tendo em vista os exames complementares para o diagnóstico de DII, julgue os itens a seguir. Nesse sentido, considere que a sigla RCUI, sempre que empregada, refere-se a retocolite ulcerativa inespecífica.
A presença de anemia macrocítica e hipercrômica em indivíduos portadores de RCUI faz pensar que estes estejam em uso de sulfassalazina, mais do que em distúrbio da absorção de vitamina B12 ou de ácido fólico.
Um homem de 23 anos de idade, auxiliar de carpintaria, procurou assistência médica relatando estar com uma mancha dormente (que, segundo ele, não ardia, não coçava e não doía) surgida havia 4 meses e que não apresenta alteração quando exposta à luz do sol. Ele negou haver familiares seus com doenças de pele. O exame físico nele realizado mostrou pressão arterial de 120 mmHg × 75 mmHg. Ao exame dermatológico, verificou-se pele íntegra em quase toda a extensão do tegumento, exceto por presença de uma mancha hipocrômica localizada na face posterior e lateral da mão esquerda, com limites imprecisos. O homem informou não sentir dor, apenas leve formigamento no local. O exame de sensibilidade da lesão revelou hipoestesia térmica, dolorosa e tátil. Observaram-se, ainda, discreta madarose em ambos os supercílios e leve infiltração dos pavilhões auriculares. Foi constatado espessamento não doloroso e bilateral dos nervos ulnares à palpação dos nervos periféricos.
Com base no caso clínico acima, julgue os itens que se seguem.
Do ponto de vista operacional, as características clínicas descritas nessa situação lesão cutânea e envolvimento neural permitem classificar o paciente em tela como multibacilar, segundo critérios do Ministério da Saúde.
Um homem de 45 anos de idade, sedentário, hipertenso e tabagista (50 anos-maço), com histórico familiar relevante de doença arterial coronariana, buscou auxílio médico para a avaliação dos riscos que poderia ter de contrair doenças cardiovasculares e para receber orientações em relação à mudança de hábitos alimentares e de seu estilo de vida, de modo geral.
Com base no caso acima e tendo em vista a doença arterial coronariana, julgue os itens a seguir.
A espessura médio-intimal carotídea apresenta correlação independente com a ocorrência de novos eventos coronarianos ou cerebrovasculares, especialmente em pacientes estratificados como de baixo risco pelo escore de Framingham.
As patologias abaixo fazem parte do diagnóstico diferencial da asma brônquica, EXCETO:
pneumotórax.
tamponamento cardíaco.
infecção respiratória.
insuficiência cardíaca congestiva.
embolia pulmonar.
Julgue os itens seguintes, relativos a métodos de desinfecção e esterilização.
A limpeza prévia de artigos hospitalares deve anteceder qualquer tipo de processo de desinfecção/esterilização e consiste na remoção de matéria orgânica por meio de água e sabão ou com desencrostantes.
Texto III, para responder às questões de 26 a 28.
Um recém-nascido (RN) do sexo masculino, nascido com 3.200 g e com escore Apgar de 9 e 9, apresenta imperfuração anal. Ao exame físico, abdome moderadamente distendido e flácido; períneo com leve demarcação interglútea, com ausência da abertura anal. Nenhum mecônio foi visto no períneo.
Nesse caso, como determinar se a anomalia anorretal é alta ou baixa?
Administrar contraste hidrossolúvel por sonda nasogástrica com imagens tardias.
Realizar ultrassonografia do períneo.
Realizar tomografia computadorizada da pelve.
Esperar 24 horas e observar o períneo quanto à saída de mecônio ou não.
Realizar radiografias de abdome com marcador radiopaco do períneo.
Qual a mais comum forma de doença cardíaca congênita cianótica?
Transposição das grandes artérias.
Síndrome de Eisenmenger.
Atrasia tricúspide.
Tetralogia de Fallot.
Nenhuma das alternativas.
A respeito da profilaxia da febre reumática (FR), assinale a alternativa correta.
A profilaxia primária da FR pode ser realizada com penicilina benzatina ou com penicilina V por via oral.
O tratamento da streptococo beta-hemolítico, quando identificado em cultura, está contraindicado, pois se trata de um germe da flora normal.
Na profilaxia secundária, a penicilina benzatina deve ser realizada a cada quatro semanas no subgrupo com sequela de cardite reumática (lesão orovalvar).
Pacientes com cardite reumática, sem lesão cardíaca e(ou) orovalvar residual, devem realizar a profilaxia secundária por dez anos ou mais desde o último episódio, até pelo menos atingir a idade de quarenta anos.
Aqueles que tiveram FR sem cardite devem realizar a profilaxia secundária por dez anos ou até entrar na idade adulta.
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